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jueves, 9 de enero de 2014

Un mapa, unha explicación!

Na anterior entrada do blogue aparecía unha imaxe aérea (mapa), na cal se representaban as principais áreas de solo dedicado a hortas(privadas e publicas) e nalgún caso a xardíns en Santiago de Compostela.

No mapa inclúense algúnhas áreas de xardíns xa que o termo “garden” en inglés designa ademais dos xardíns as hortas privadas. E ademais estes espazos son moi importantes no interior das cidades.
A primeira área a comentar é a das hortas históricas de Compostela, conservadas aínda hoxe polo seu gran valor cultural e histórico, e a pesares do valor do solo no lugar no que se atopan, son un bo recurso turístico e axúdannos a comprender como se vivía antes incluso nas cidades onde logo a agricultura apareceu como unha practica residual.
 Fig.1: Hortas Historicas 

A segunda área sinalada pertence a pequena cidade xardín de Santiago de Compostela situada cerca da estación de tren, tratase de casas unifamiliares con pequenos xardíns privados nos cales se cultivan diferentes especies de plantas xa sexan decorativas ou alimenticias.

Fig.2: Cidade Xardín

A terceira, cuarta e quinta zona están relacionadas, tratase das hortas publicas administradas por o Concello de Santiago de Compostela, como xa expliquei noutras entradas especificas sobre elas, estas hortas pertencen a un organismo publico e son postas en man dos cidadáns mediante sorteo para a produción de alimentos seguindo unhas normas, están pensadas especialmente para os xubilados, para que cultiven no seu tempo de lecer.

Teñen unha gran importancia, e son unha nova iniciativa que se esta pondo en marcha en moitas outras cidades do mundo, funcionan como pulmóns para a cidade e ademais contribúen a unha boa alimentación. Na entrada anterior, e do mesmo xeito, mediante imaxes aereas superpostas podemos ver a superficie real que ocupan cada unha das partes, tanto as de Belvis como as de Fontiñas.
A sexta área clasificada pertence as Hortas de San Lourenzo, están situadas cara as aforas da cidade, esta zona xa comeza a poder considerarse rururbana, con usos do solo en parte agrarios aínda que sexa a tempo parcial, as hortas pertencen a casas unifamiliares privadas, e na actualidade dedícanse tamén a simples elementos decorativos en canto a que non se producen alimentos nelas.

Fig.3: San Lorenzo

Como exemplo de pequenas áreas dedicadas a xardíns na propia cidade, e incluso na propia zona histórica, aparece a sétima área nomeada, o xardín que se sitúa por a parte de atrás da rúa Entremuros. Este tipo de espazos son moi importantes, sobre todo nas grandes cidades xa que axudan a regular o clima que se crea entorno as edificacións, melloran a calidade do aire e aportan  espazos verdes de lecer.

Fig.4: Entremuros

A oitava área é a que se sitúa na rúa da costiña do Monte, atopase preto do Museo do Pobo Galego, e nela atopamos tamén hortas urbanas privadas, a maioría traballadas a tempo parcial ou como ocupación de xubilados.

Fig.5: Rúa Costiña do Monte

A novena área pertence a Casas Novas, o igual as de San Lourenzo atópanse xa cara as aforas da cidade, os usos do solo cambian e vanse degradando cara o sector primario, xa sexa no ámbito forestal ou no agrario. Son vivendas unifamiliares preto do río Sarela que teñen os seus propios terreos entorno a vivenda principal e logo outros secundarios separados por lindes de tipo vexetal ou humano.

Fig.6: Rúa Casas Novas e Vista Alegre

E por último a decima área é a do Barrio Periférico de Vista Alegre,  preto da área anterior, e polo tanto do río Sarela aparecen de novo hortas urbanas, aínda que tamén situadas xa cara a periferia inmediata da cidade, estas hortas pertencen a particulares pero  e curioso porque nesta área atopamos aínda edificación en altura.
Ben, pois como conclusión estas son as principais hortas e xardíns privados (sen entrar en zonas verdes) da cidade de Santiago de Compostela, son moi importantes por distintos as aspectos, xa sexa polo seu valor histórico, por a súa produtividade e como ocupación de lecer. Polo tanto, son totalmente necesarias e debemos conservalas. Grazas por a súa atención! 


Nuria Lorenzo Ledo 




jueves, 5 de diciembre de 2013

Onde están as hortas de Compostela?


Nesta nova entrada quero ensinarvos onde se localizan dentro de Santiago as Hortas habilitadas ate o de agora polo concello, e de outros grupos de hortas interesantes, xa sexan históricas ou actuais. 
Primeiro presento o unha foto aérea de Santiago de Compostela, para logo centrarme en dúas zonas concretas. 

                     1.- Hortas historicas da cidade.                           
               2.- Cidade Xardín.                
3.- Hortas de Fontiñas.
4.- Hortas de arriba en Belvís
5.- Hortas de abaixo en Belvís.
6.- Hortas de San Lourenzo.
7.- Xardín da parte de atras de Entremuros.
8.-Hortas na rúa da Costiña do Monte. 
9.- Hortas de Casas Novas.
10- Hortas de Vista Alegre.


As dúas zonas que quero comentar con maior detalle son aquelas das hortas que o concello puxo en mans dos cidadáns, as primeiras atópanse en Fontiñas, poñendo como referencia na ortofoto Área Cental e a Av. de Lugo. E as segundas atópanse en Belvís, divididas en dous bloques, as de arriba e as de abaixo, na ortofoto aparecen como referencia a Facultade de Xeografía e Historia e o Mercado de Abastos de Santiago de Compostela.


Os mapas realizáronse mediante o programa ArcMap, superpoñendo mapas debuxados sobre unha ortofoto real e adindo transparencia, ou adindo números para poder distinguir as distintas zonas. Espero que seguindo as referencias sexades capaces de visitalas, son verdadeiramente fermosas. 



                                                                       Nuria Lorenzo Ledo

jueves, 28 de noviembre de 2013

Um pouco de ar puro, por favor!


            Um dos assuntos de grande repercussão das últimas décadas é sobre questões relacionadas ao meio ambiente. Entre suas diversas ramificações para discussão, está a de contaminação do ar, na qual ganhou grandes proporções de estudos e preocupação, após a década de 50. O contexto histórico envolvido nessa grande preocupação atual surge em Londres nos anos de 1950 após um trágico acidente em que milhares de pessoas morreram devido a sua alta concentração de poluentes atmosféricos (BÖHM, 1989).
            Segundo dados da CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – poluente atmosférico é “toda e qualquer forma de matéria ou energia com intensidade e em quantidade, concentração, tempo ou características em desacordo com os níveis estabelecidos em legislação, e que tornem ou possam tornar o ar impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, inconveniente ao bem-estar público, danoso aos materiais, à fauna e à flora ou prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade” (CETESB, 2013a).
            A cidade de São Paulo é marcada pelo crescimento desordenado, na qual é uma das características das cidades atuais, onde seu desenvolvimento é além do previsto pelas autoridades. Dessa maneira, a cidade teve um alto crescimento industrial após a segunda guerra mundial. Esse crescimento fez com que as indústrias se instalassem pela Grande São Paulo e não se preocupassem com sua emissão de poluentes atmosféricos, se tornando um dos primeiros problemas ambientais da cidade (CETESB, 2013a).  
            Segundo dados do IBGE (2013) a Região Metropolitana de São Paulo, possui cerca de 18 milhões de habitantes. Diante de tantos problemas encontrados em uma megalópole, os ambientais que em determinados pontos não são tão visíveis, ficam momentaneamente esquecidos, ou não se enquadram entre as prioridades públicas (GERAQUE, 201-).
            Nosso grupo de investigação realizou uma pesquisa, com uma pequena amostra de pessoas da cidade de São Paulo*, pudemos constatar que somando as pessoas que disseram serem ruins ou péssimas questões relativas ao meio ambiente em São Paulo foi de 45,94%, e que outras 45% consideram regular, o que nos faz concluir que grande parte das pessoas pesquisadas não está satisfeitas com as questões ambientais da cidade. Nessa mesma pesquisa, 72% dos entrevistados apontaram que gostariam de modificar a paisagem da cidade, colocando mais áreas verdes, diminuindo a poluição em geral e diminuindo a frota de carros.
            A maior questão é como solucionar esses problemas?
            A pesquisa também apresenta que as pessoas consideram que as maiores ameaças da cidade são os carros e posteriormente a falta de conscientização dos seus habitantes. Sem dúvida os veículos automotores estão no topo dos maiores percussores de poluição atmosférica na cidade, isso pode ser constatado pelo relatório anual publicado pela CETESB este ano, referente ao ano de 2012, que é a empresa responsável por medir a qualidade do ar no estado (CETESB, 2013b). Neste relatório estão presentes dados referentes à frota veicular da cidade, onde consta que é composta por 6.728.161 veículos automotores, que é equivalente a 49% da frota do estado. Segundo a mesma fonte, esse alto número de veículos é responsável pela emissão para atmosfera de “138 mil t/ano de monóxido de carbono, 35 mil t/ano de hidrocarbonetos, 77 mil t/ano de óxidos de nitrogênio, 5 mil t/ano de material particulado e 9 mil t/ano de óxidos de enxofre. Desses totais, os veículos são responsáveis por 97% das emissões de CO, 77% de HC, 80% de NO x , 37% de SO x e 40% de MP” (material particulado).
            Quanto vale a nossa saúde? O que estamos fazendo com ela?
            Os números apresentados de poluentes liberados por esses veículos, ainda houve uma queda considerável, pois com ações do PROCOVE juntamente com políticas nacionais houve uma redução de monóxido de carbono liberada pelos veículos automotores, e atualmente existe a inspeção veicular feita pelo CONTROLAR, que verifica a condição desses veículos (GERAQUE, 2013).  

            A Cetesb separa a qualidade do ar em alguns índices que apresentam valores máximos de material particulado. A seguir é apresentada essa divisão.




Conforme nossa pesquisa, o Parque do Ibirapuera é o mais visitado, onde as pessoas buscam essas áreas verdes para se sentirem melhores, é como uma espécie de tratamento. No entanto, uma questão um tanto irônica, é que conforme os dados apresentados pela CETESB, à estação de coleta do ar do Ibirapuera foi a que apresentou maiores ultrapassagens do nível aceitável de MP distribuída no ar, contabilizando 78 ultrapassagens no ano de 2012, sendo 17 dela em estado de atenção.
            No mapa a seguir são apresentadas as estações que obtiveram maiores níveis de ultrapassagem de O3 no ano de 2012, sendo separadas em estado padrão (inadequada), e de atenção (Má).



São diversos os estudos que apresentam os prejuízos causados por toda essa poluição, que vão desde problemas para os seres humanos, animais, vegetação, solo, até aos próprios cofres públicos, que gasta R$ 31 milhões por ano com internações (ECODEBATE, 2013). Esses problemas ainda são geralmente intensificados no inverno, onde ocorre uma diminuição na quantidade de chuva, que é um fator meteorológico importante para a dispersão desses materiais particulados (UOL, 2013; CETESB, 2013b).
            Uma pesquisa realizada por Paulo Saldiva – coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica da FMUSP –, Paulo Afonso de Andrade – engenheiro do Laboratório de Poluição Atmosférica da FMUSP -, e por Ubiratan de Paula Santos – médico pneumologista Incor - apresentada no programa Cidades e Soluções (vídeo 01 e 02), revela que uma pessoa ao chegar à cidade de São Paulo, em 20 minutos pode dobrar o nível de monóxido de carbono em seu corpo, além de inalar uma poluição cinco vezes maior do que a recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
            Anualmente morrem cerca de 4 mil pessoas na cidade, relacionadas a um conjunto de poluentes, ou que se intensificaram devido a exposição a eles. De fato isso é um imenso problema a saúde pública da cidade, e que deve ser solucionado emergencialmente, aliás, amenizando todos os tipos de poluição encontrado na cidade a expectativa de vida pode aumentar em até dois anos, seria interessante poder viver um pouco mais, não?
            A grande questão neste momento é como solucionar esse problema? Aliás, é algo que afeta diretamente a todos os residentes e visitantes da cidade. Que políticas públicas podem ser criadas? Que ações podem ser iniciadas? Como fazer a população se preocupar com isso? Enfim, é um assunto para grandes debates, aliás, uma cidade é composta por união de interesses.



Autores: Thais R. Monteiro; Pedro H. B. de Souza


* Resultado da pesquisa realizada com uma amostra da população residente de São Paulo, sobre meio ambiente e qualidade de vida, 2013.  


Bibliografia:
IBGE; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2013. <http://www.ibge.gov.br/home/>.
CETESB; Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, 2013a. <http://www.cetesb.sp.gov.br/ar/informacoes-basicas/20-historico>.
CETESB; Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Qualidade do ar 2012 do Estado de São Paulo, 2013b.
GERAQUE; Eduardo Augusto. Perigo no ar. Scientific American Brasil. <http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/perigo_no_ar.html>
 BÖHM; György Miklós. Poluição do ar em São Paulo. Saúde Total, 2013. <http://saudetotal.com.br/artigos/meioambiente/poluicao/sppoluicao.asp>
 ECODEBATE. Poluição do ar no Estado de São Paulo é 2,5 vezes maior que limites da OMS. EcoDebate: Cidadania & Meio Ambiente. Setembro, 2013. <http://www.ecodebate.com.br/2013/09/27/poluicao-do-ar-no-estado-de-sao-paulo-e-25-vezes-maior-que-limite-da-oms/>.  
UOL. Grande SP tem pior qualidade do ar em dez anos, diz Cetesb. Uol Notícias Meio Ambiente. Abril de 2013. <http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2013/04/23/grande-sp-tem-pior-qualidade-do-ar-em-dez-anos-diz-cetesb.htm> 


Vídeo 01 e 02